Passar em um concurso para juiz de Direito e exercer a magistratura não garante ao cidadão um certificado de idoneidade, ou o comportamento ético necessário ao exercício da função e, muito menos, faz dele um paladino da moral ou um poço de competência profissional. Caso contrário, não existiriam tantos lalaus nas mais diversas instâncias jurídicas. O Tribunal de Justiça do Acre, infelizmente, não é exceção. Tenho todo o respeito pela instituição. E reconheço que 99% de seus membros merecem respeito e admiração. Nomes como os de Jorge Araken, Arquilau de Castro e Melo, Raimundo Maia, Dr. Portugal, Jersey Pacheco, Feliciano Vasconcelos, Lourival Marques, entre tantos outros, são espelhos de decência que condizem com a moral que a Instituição exige. Mas, em seus 50 anos, o Judiciário do Acre produziu o maior CRÁPULA de sua história. O desembargador ADAIR LONGUINI, simplesmente, é um LADRÃO de toga que mancha a honra dos juristas acreanos. Ele, e mulher Regina Longuini, com cara de vadia, como juizes, atuam como advogados do Banco do Brasil, tanto que, ninguém no Estado ganhou uma causa que ambos julgaram. INESCRUPULOSAMENTE. Em troca, o BB facilitou que ele arrematasse fazenda e gado em leilão fajuta e à preço de banana. LONGUINI é o nosso LALAU! O casal LONGUINI, pasmem, impede que o próprio filho exerça, no Acre, sua atividade de levar bálsamo e riso para as crianças internadas nos hospitais infantis, simplesmente, porque faz isso vestido de palhaço. Ele VENDE SENTENÇA rotineiramente e se LOCUPLETOU DESCARADAMENTE, à preços mais altos, quando presidente do Tribunal de Justiça do Acre, inclusive, desviando verbas de obras. CORRUPTO e CORRUPTOR, ele forjou a admissão de sua esposa na magistratura. Adair Longini é uma VERGONHA para o Judiciário acreano. NEGOCIA seu voto em eleição para a Desembargadoria. Faz GATO para não pagar a conta de energia de sua própria residência e se intromete nas varas de todos os seus colegas para pedir favor em sua bandalheiras. Não por outra coisa o nome de ADAIR LONGUINI consta no CNJ como um juiz parcial e irresponsável, por isso, quando ele se aposentar, só podemos dizer: ADEUS, CANALHA!
Deve-se esquecer de si próprio pela família; deve-se esquecer da família por sua aldeia; deve-se esquecer da própria aldeia pela nação; e deve-se esquecer de tudo em prol da iluminação: não viva no passado, não sonhe com o futuro, mas concentre a mente no momento presente. (BUDA)
terça-feira, 4 de novembro de 2014
ADAIR LONGUINI, O DESEMBARGADOR LADRÃO
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
A vida é trágica, viva!
Por Moura Neto
Inspirado talvez em Nietzsche - “O gosto de minha morte na boca deu-me perspectiva e coragem. O importante é a coragem de ser eu mesmo” - o poeta e jornalista Antônio Stélio avisa os amigos, eu entre eles, que está lançando um novo livro – “A vida é trágica, viva!”, baseado na experiência que amargou no leito de um hospital, em São Paulo, onde foi internado em estado de urgência urgentíssima com apenas 30% de chance de sobreviver, segundo o diagnóstico médico.
O beijo da morte dá calafrio, informa ele, logo de saída, aos que porventura se interessem pelo relato do drama que vivenciou, em setembro do ano passado, e que já está em processo de impressão. Pelo que me disse, via imeio, a sensação é a de estar em um barco à deriva e expressar nos olhos a esperança de que logo navegará em águas calmas. Desde que alguém apareça, sei lá de onde, e dome o barco, como quem doma burro brabo, para dar-lhe tento e rumo.
O certo é que durante o período em que ficou hospitalizado, à espera da cirurgia para receber três pontes de safenas e uma mamária - e depois, na convalescença – aproveitou para filosofar sobre a situação, elaborando uma espécie de “diário de uma quase morte”, compartilhado, inclusive, com amigos e familiares através de mensagens enviadas e recebidas pela rede social.
Foi inevitável, pelo que diz, reflexões do tipo: “Talvez, se eu soubesse quando o frio da morte me fizesse sua visita definitiva, eu me desfizesse com rapidez desse manto inútil que me faz pensar que sou a melhor pessoa do mundo”.
A intervenção cirúrgica no Incor, que durou sete horas e meio, não o amedrontou. Mas deu para sentir aquele friozinho na barriga. Na hora da consulta, aliás, sofreu mais um enfarto, só que desta vez, menos mal, diante da médica.
Durante o tempo em que ficou na UTI, oito dias, garante ter testemunhado momentos que ilustram a tragicidade da condição humana. Durante a noite ficava a perceber os pacientes, cada um com suas dores, desesperos e dilemas. E nessa condição, abatido e sem forças, acha que conseguiu aprender o significado daquele sofrimento, dele e dos companheiros de leito.
“Não driblei a morte. Eu a encarei e agora estou aqui para contar a história”, sentencia Stélio. Sendo assim, o livro, pelo que deduzo, é uma ode à vida. De alguém que descobriu o que realmente quis dizer Blaise Pascal - É mais fácil suportar a morte sem pensar nela do que suportar o pensamento da morte sem morrer.
Pergunto ao amigo sobre a maior lição que ficou da sua experiência. “Os anjos morrem primeiro”, responde.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Reviravolta no Purus
Gostaria de reiterar aqui o que venho afirmando em artigos anteriores: em política, até o último momento, surpresas sempre acontecem. É que nem um jogo de futebol que onde até o último minuto existe a real possibilidade de uma mudança na situação. Está aí o Corinthians que não nos deixa mentir.
Em Sena Madureira, por exemplo, houve uma significativa reviravolta articulada nos bastidores da Frente Popular, que, no finzinho do jogo alterou a indicação do candidato que será protagonista da FPA naquele município, como o postulante à sucessão do prefeito Nilson Areal.
A coligação tinha como certa a indicação do nome do bom cristão e vereador Zuza como o candidato do governo e do próprio prefeito Nilson Areal. Com um adendo: tendo como cabo eleitoral nada mais, nada menos, que o padre Paolino, que há 50 anos comanda o rebanho católico na região.
Aliás, a informação que tem,os é que foi o próprio padre Paolino quem ediu a indicação de Zuza ao governador Tião Viana, compromisso que vinha se firmando a tal ponto que o padre já andava de casa em casa pedindo voto para Zuza.
Caminhar e conversar é com ele mesmo.
Mas a mudança que houve em Sena Madureira, e que caracteriza a reviravolta, simplesmente, foi a súbita substituição do cristão Zuza pelo comunista Hermano, que agora deve ser ungido na convenção como o candidato da FPA naquela cidade.
Isso mexeu com os brios do padre que anda resmungando pela cidade. Não se sabe qual será o seu posicionamento de agora em adiante. O certo é que tem manifestado seu descontentamento pelas esquinas de Sena Madureira, e o prefeito Nilson Areal não foi poipado de ouvir o seu descontentamento.
A chapa de oposição em Sena Madureira, que já é tida como forte para o pleito, com a ex-prefeita Toinha Vieira como cabeça de chapa e o vereador Zenildo como seu vice, segundo alguns, pode ser ainda mais beneficiada como esta mudança de última hota. Ningué tem bola de cristal para afirmar que a alteração foi uma mudança catastrófica, afinal, Hermano também tem uma história no município, onde sempre foi bastante atuante. Mas muitas lideranças locais da FPA estão atônitas.
Se isso vai se concretizar, amanhã saberemos, logo depois das convenções que contarão com a presença do governador Tião Viana. O certo é que até o mesmo o prefeito Nilson Areal não se furtou em demonstrar preocupação, pois, para ele, o padrfe Paolino é considerado um ícone na cidade e exerce uma boa infliência em parte do eleitorado.
Descontente, o padre ainda não disse que rumo vai tomar.
O que se sabe é que ele afirmou que fez o pedido especialmente ao governador Tião Viana pela indicação de Zuza – como um dos últimos pedidos que fazia ao governador – e que anda mau humorado.
A mudança parece ter sido aos quarenta minutos finais do jogo político em Sena madureira, se alguém vai fazer um gol contra ou a favor no campo da FPA, somente saberemos depois do apito final.
Mas, se o juiz deste jogo for exatamente o governador Tião Viana, então caberá a ele apitar e encerrar a movimentação de campo, ou quem sabe, fazer as advertências que se fizerem necessários e dar um cartão vermelho para as escaramuças que tomam conta da coligação.
Amanhã a novela tem fim.
Em Sena Madureira, por exemplo, houve uma significativa reviravolta articulada nos bastidores da Frente Popular, que, no finzinho do jogo alterou a indicação do candidato que será protagonista da FPA naquele município, como o postulante à sucessão do prefeito Nilson Areal.
A coligação tinha como certa a indicação do nome do bom cristão e vereador Zuza como o candidato do governo e do próprio prefeito Nilson Areal. Com um adendo: tendo como cabo eleitoral nada mais, nada menos, que o padre Paolino, que há 50 anos comanda o rebanho católico na região.
Aliás, a informação que tem,os é que foi o próprio padre Paolino quem ediu a indicação de Zuza ao governador Tião Viana, compromisso que vinha se firmando a tal ponto que o padre já andava de casa em casa pedindo voto para Zuza.
Caminhar e conversar é com ele mesmo.
Mas a mudança que houve em Sena Madureira, e que caracteriza a reviravolta, simplesmente, foi a súbita substituição do cristão Zuza pelo comunista Hermano, que agora deve ser ungido na convenção como o candidato da FPA naquela cidade.
Isso mexeu com os brios do padre que anda resmungando pela cidade. Não se sabe qual será o seu posicionamento de agora em adiante. O certo é que tem manifestado seu descontentamento pelas esquinas de Sena Madureira, e o prefeito Nilson Areal não foi poipado de ouvir o seu descontentamento.
A chapa de oposição em Sena Madureira, que já é tida como forte para o pleito, com a ex-prefeita Toinha Vieira como cabeça de chapa e o vereador Zenildo como seu vice, segundo alguns, pode ser ainda mais beneficiada como esta mudança de última hota. Ningué tem bola de cristal para afirmar que a alteração foi uma mudança catastrófica, afinal, Hermano também tem uma história no município, onde sempre foi bastante atuante. Mas muitas lideranças locais da FPA estão atônitas.
Se isso vai se concretizar, amanhã saberemos, logo depois das convenções que contarão com a presença do governador Tião Viana. O certo é que até o mesmo o prefeito Nilson Areal não se furtou em demonstrar preocupação, pois, para ele, o padrfe Paolino é considerado um ícone na cidade e exerce uma boa infliência em parte do eleitorado.
Descontente, o padre ainda não disse que rumo vai tomar.
O que se sabe é que ele afirmou que fez o pedido especialmente ao governador Tião Viana pela indicação de Zuza – como um dos últimos pedidos que fazia ao governador – e que anda mau humorado.
A mudança parece ter sido aos quarenta minutos finais do jogo político em Sena madureira, se alguém vai fazer um gol contra ou a favor no campo da FPA, somente saberemos depois do apito final.
Mas, se o juiz deste jogo for exatamente o governador Tião Viana, então caberá a ele apitar e encerrar a movimentação de campo, ou quem sabe, fazer as advertências que se fizerem necessários e dar um cartão vermelho para as escaramuças que tomam conta da coligação.
Amanhã a novela tem fim.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Ossos do ofício
Até onde a função de um governador de Estado, com certeza, se confunde com os limites das ações do ser político que ele representa, seja como líder, seja como o condutor de processos inerentes as duas atividades: a administração e a política.
E ambas são irmãs siamesas.
Exemplo disso são as atividades políticas do governador Tião Viana que, por esses tempos, estão aceleradas e deixando sua agenda mais política do que administrativa. Não era para menos. Já analisamos aqui seu papel de bombeiro neste período de convenções partidárias que escolhem os candidatos a prefeito nos 22 municípios do Acre.
Não por outra coisa, neste sábado, o governador Tião Viana participa de sete convenções dos partidos que compõem a Frente Popular do Acre no interior do Estado. Sena Madureira, Manuel Urbano, Feijó, Tarauacá e Santa Rosa são alguns deles.
Mesmo com o papel de bombeiro em alguns deles e de descascador de abacaxis em outros, o certo é que ele vem dando conta da agenda e se revelando muito otimista quanto ao pleito que se avizinha, tanto que, a sua avaliação é por demais otimista quanto aos resultados: o governador acredita que vence em pelo menos 16 municípios do Acre.
Não sei quais são as bases para estas suas análises, nem os critérios da avaliação, mas, com certeza, deve serem sólidas, pois seu manancial de informação é vasto, e creio que dentro dos parâmetros subjetivos impostos pelas premissas da verdade, pois não acho que o político experiente engane a si mesmo nos objetivos que possui.
Porém, mesmo que a avaliação do governador esteja correta, e seu trabalho como liderança política lhe imponha ossos de um ofício dificílimo, e que ele cumpre com rigor, não deixo de fazer o papel do diabo e lembrar que, mais importante do que a "quantidade" de municípios vitoriosos que é FPA pretende comemorar, sem dúvida, é saber em "quais" municípios estas vitórias ocorrerão, ou acontecerão de verdade.
Para o governador, o que deve importar não é a vitória macro, mas a micro. Ou seja, vencer nos municípios de maior densidade eleitoral, naqueles que podem representar uma verdadeira vitória da FPA em quantidade de votos, não de municípios.
Senão, vejamos: do que adianta ganhar em 16 municípios se neles não estiverem inclusos Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Sena Madureira? Ou pelo menos em dois destes? Para a FPA, o que deve importar é vencer, não na maioria dos municípios, mas nos mais importantes, naqueles que serão fundamentais para o pleito de 2014, quando o governador Tião Viana será, naturalmente, candidato a reeleição.
A verdade é que o estilo do governador Tião Viana é muito ousado.
Mas, para quem se predispõe a ser um político pujante, isso também é natural. E qualquer analista político, mesmo um principiante ou até mesmo um medíocre articulista como este que vos escreve, não se pode deixar de perceber que esta é a maior prova político que Tião Viana enfrenta no cargo de governador. Isso significa dizer que a ele será creditado o sucesso ou o insucesso de coligação governista.
O poder político nunca foi tão essencial em sua trajetória, e disso sabe muito bem o governador Tião Viana. Tanto que, em relação aos municípios detentores dos maiores colégios eleitorais, ele não vai deixar de dar uma atenção especial. E por isso mesmo deve seguir para Cruzeiro do Sul levando a tiracolo marqueteiros para dar os primeiros passos na campanha no Juruá e puxar a alavanca da candidatura do deputado federal Henrique Afonso.
Não sei de seus planos para intervir na campanha de Sena Madureira, mas com certeza absoluta, a capital Rio Branco jamais seria desdenhada: aqui ele vai ter que ir para os bairros com Marcus Alexandre e Márcio Batista.
E, enquanto os ossos do ofício não lhe tirem do sério, o governador Tião Viana comemora a paz e a alegria da convenção em Xapuri, onde suas chances de vitória são previsíveis.
Mas, cada passo do governador é uma mexida no tabuleiro que revela que o jogo ainda está sendo jogado. Ninguém ganhou ainda. Mas também ninguém perdeu.
E ambas são irmãs siamesas.
Exemplo disso são as atividades políticas do governador Tião Viana que, por esses tempos, estão aceleradas e deixando sua agenda mais política do que administrativa. Não era para menos. Já analisamos aqui seu papel de bombeiro neste período de convenções partidárias que escolhem os candidatos a prefeito nos 22 municípios do Acre.
Não por outra coisa, neste sábado, o governador Tião Viana participa de sete convenções dos partidos que compõem a Frente Popular do Acre no interior do Estado. Sena Madureira, Manuel Urbano, Feijó, Tarauacá e Santa Rosa são alguns deles.
Mesmo com o papel de bombeiro em alguns deles e de descascador de abacaxis em outros, o certo é que ele vem dando conta da agenda e se revelando muito otimista quanto ao pleito que se avizinha, tanto que, a sua avaliação é por demais otimista quanto aos resultados: o governador acredita que vence em pelo menos 16 municípios do Acre.
Não sei quais são as bases para estas suas análises, nem os critérios da avaliação, mas, com certeza, deve serem sólidas, pois seu manancial de informação é vasto, e creio que dentro dos parâmetros subjetivos impostos pelas premissas da verdade, pois não acho que o político experiente engane a si mesmo nos objetivos que possui.
Porém, mesmo que a avaliação do governador esteja correta, e seu trabalho como liderança política lhe imponha ossos de um ofício dificílimo, e que ele cumpre com rigor, não deixo de fazer o papel do diabo e lembrar que, mais importante do que a "quantidade" de municípios vitoriosos que é FPA pretende comemorar, sem dúvida, é saber em "quais" municípios estas vitórias ocorrerão, ou acontecerão de verdade.
Para o governador, o que deve importar não é a vitória macro, mas a micro. Ou seja, vencer nos municípios de maior densidade eleitoral, naqueles que podem representar uma verdadeira vitória da FPA em quantidade de votos, não de municípios.
Senão, vejamos: do que adianta ganhar em 16 municípios se neles não estiverem inclusos Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Sena Madureira? Ou pelo menos em dois destes? Para a FPA, o que deve importar é vencer, não na maioria dos municípios, mas nos mais importantes, naqueles que serão fundamentais para o pleito de 2014, quando o governador Tião Viana será, naturalmente, candidato a reeleição.
A verdade é que o estilo do governador Tião Viana é muito ousado.
Mas, para quem se predispõe a ser um político pujante, isso também é natural. E qualquer analista político, mesmo um principiante ou até mesmo um medíocre articulista como este que vos escreve, não se pode deixar de perceber que esta é a maior prova político que Tião Viana enfrenta no cargo de governador. Isso significa dizer que a ele será creditado o sucesso ou o insucesso de coligação governista.
O poder político nunca foi tão essencial em sua trajetória, e disso sabe muito bem o governador Tião Viana. Tanto que, em relação aos municípios detentores dos maiores colégios eleitorais, ele não vai deixar de dar uma atenção especial. E por isso mesmo deve seguir para Cruzeiro do Sul levando a tiracolo marqueteiros para dar os primeiros passos na campanha no Juruá e puxar a alavanca da candidatura do deputado federal Henrique Afonso.
Não sei de seus planos para intervir na campanha de Sena Madureira, mas com certeza absoluta, a capital Rio Branco jamais seria desdenhada: aqui ele vai ter que ir para os bairros com Marcus Alexandre e Márcio Batista.
E, enquanto os ossos do ofício não lhe tirem do sério, o governador Tião Viana comemora a paz e a alegria da convenção em Xapuri, onde suas chances de vitória são previsíveis.
Mas, cada passo do governador é uma mexida no tabuleiro que revela que o jogo ainda está sendo jogado. Ninguém ganhou ainda. Mas também ninguém perdeu.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
O efeito Calixto
Os ditados populares, não raros, estão repletos de sabedorias e ensinam morais ou verdades que sempre são de bons alvitres. Pelo menos foi assim que nos ensinaram as nossas vovozinhas que viviam para nos dar conselhos.
Nesse sentido, o velho ditado popular que afirma que quem ri por último ri melhor pode muito ser aplicado ao efeito Luiz Calixto como o candidato a vice-prefeito na chapa do PMDB, encabeçada pelo ex-deputado federal Fernando Melo.
O PMDB foi o partido que trabalhou com mais dificuldade a escolha de seu candidato a vice-prefeito, pois vários nomes foram sondados, especulados, lançados numa articulação infrutífera que parecia vir se tornando um pesadelo.
Primeiro foi a escolha do tenente-coronel Juvenal, da Polícia Militar, que fez um dengo danado e acabou desistindo depois de quase ser lançado oficialmente. Sua desistência, os peemedebistas creditam à pressão do governo, que via no militar um agregador de votos em bairros populosos de Rio Branco. Assim, Juvenal deu babau.
De maneira quase incontinenti, os caciques do PMDB e o próprio pré-candidato Fernando Melo passaram a analisar outros nomes e pensaram até em uma “chapa puro sangue”, quando foram sondados nomes técnicos do partido como Maria Alice e Roberto Feres, opção que não demorou a ser descartada.
Em seguida, a cúpula do partido, juntamente com seu maior aliado, o senador Sérgio Petecão (PSD), não deixaram de se desdobrar na empreitada que tendia à escolha de um nome jovem, claro, de olho no eleitorado que mais cresceu nos últimos anos, a juventude, a exemplo das opções feitas pela Frente Popular, que escolheu Márcio Batista (PC do B), e do PSDB, com a indicação do vereador Alysson Bestene (PP).
O nome de Eduardo Ribeiro, da juventude do partido, chegou a ser o indicado, e, quase teve o martelo batido. Eduardo Ribeiro, filho de Valmir Ribeiro, conselheiro do TCE, além de jovem, também conferia a ao PMDB uma chapa puro sangue. De uma para outra tudo mudou.
O nome do ex-deputado oposicionista Luiz Calixto surgiu como uma aliança que, segundo as principais lideranças que coordenam a candidatura de Fernando Melo, torna a candidatura do PMDB, “a mais oposicionista ao PT”. Calixto tem sido um ferrenho adversário da Frente Popular de um modo geral, e do senador Jorge Viana e do governador Tião Viana, em particular.
“Agora a população de Rio Branco tem claramente a sua disposição uma opção de voto em uma oposição clara e absoluta ao projeto da Frente Popular”, afirma Fernando Melo. Claro, que a candidatura do líder nas pesquisas, Tião Bocalom, é evidentemente de oposição, e com tradição nesta tradição. Mas, com a presença de um “xiita”, como Calixto, Bocalom pode soar um opositor moderado.
Isto, nós sabemos, é o que aparenta a olhos vistos, mas a verdade é que se trata apenas de uma questão de estilos de atuação. Mas, é também inegável que Fernando Melo ganha mais com a opção de Calixto como seu companheiro de chapa do que todas as opções anteriores.
E, por quê?
Por uma razão muito simples: Calixto é independente, não está sujeito a pressões, tem experiência política e vai ocupar um lugar de destaque na campanha do PMDB, talvez até mesmo sendo um dos coordenadores, além de atuar na linha de frente da no programa eleitoral.
Aliado a isso, o PMDB pretende contar com uma dedicação especial do deputado federal Flaviano Melo, na campanha em Rio Branco, e do senador Sérgio Petecão, que não esconde de ninguém que vai rodar os bairros quantas vezes se fizeram necessárias. E sempre com Fernando Melo e Luiz Calixto a tiracolo. E isso não pode ser ignorado pelos mentores dos demais candidatos.
O efeito Calixto, portanto, é positivo também por outro aspecto: mexeu com a militância do PMDB, unindo-a, a tal ponto, que até o velho combatente Armando Dantas, não deixou de recolher a barriga, encher o peito e afirmar que está se sentido como se estivesse de volta ao movimento estudantil, nos velhos tempos da Viração.
E tudo se encerra amanhã, na convenção do PMDB, onde Melo e Calixto serão homologados candidatos. E recomeça no dia seguinte, quando ambos estão legalmente aptos a meter a cara na campanha.
E agora somente resta aguardar os desdobramentos.
Nesse sentido, o velho ditado popular que afirma que quem ri por último ri melhor pode muito ser aplicado ao efeito Luiz Calixto como o candidato a vice-prefeito na chapa do PMDB, encabeçada pelo ex-deputado federal Fernando Melo.
O PMDB foi o partido que trabalhou com mais dificuldade a escolha de seu candidato a vice-prefeito, pois vários nomes foram sondados, especulados, lançados numa articulação infrutífera que parecia vir se tornando um pesadelo.
Primeiro foi a escolha do tenente-coronel Juvenal, da Polícia Militar, que fez um dengo danado e acabou desistindo depois de quase ser lançado oficialmente. Sua desistência, os peemedebistas creditam à pressão do governo, que via no militar um agregador de votos em bairros populosos de Rio Branco. Assim, Juvenal deu babau.
De maneira quase incontinenti, os caciques do PMDB e o próprio pré-candidato Fernando Melo passaram a analisar outros nomes e pensaram até em uma “chapa puro sangue”, quando foram sondados nomes técnicos do partido como Maria Alice e Roberto Feres, opção que não demorou a ser descartada.
Em seguida, a cúpula do partido, juntamente com seu maior aliado, o senador Sérgio Petecão (PSD), não deixaram de se desdobrar na empreitada que tendia à escolha de um nome jovem, claro, de olho no eleitorado que mais cresceu nos últimos anos, a juventude, a exemplo das opções feitas pela Frente Popular, que escolheu Márcio Batista (PC do B), e do PSDB, com a indicação do vereador Alysson Bestene (PP).
O nome de Eduardo Ribeiro, da juventude do partido, chegou a ser o indicado, e, quase teve o martelo batido. Eduardo Ribeiro, filho de Valmir Ribeiro, conselheiro do TCE, além de jovem, também conferia a ao PMDB uma chapa puro sangue. De uma para outra tudo mudou.
O nome do ex-deputado oposicionista Luiz Calixto surgiu como uma aliança que, segundo as principais lideranças que coordenam a candidatura de Fernando Melo, torna a candidatura do PMDB, “a mais oposicionista ao PT”. Calixto tem sido um ferrenho adversário da Frente Popular de um modo geral, e do senador Jorge Viana e do governador Tião Viana, em particular.
“Agora a população de Rio Branco tem claramente a sua disposição uma opção de voto em uma oposição clara e absoluta ao projeto da Frente Popular”, afirma Fernando Melo. Claro, que a candidatura do líder nas pesquisas, Tião Bocalom, é evidentemente de oposição, e com tradição nesta tradição. Mas, com a presença de um “xiita”, como Calixto, Bocalom pode soar um opositor moderado.
Isto, nós sabemos, é o que aparenta a olhos vistos, mas a verdade é que se trata apenas de uma questão de estilos de atuação. Mas, é também inegável que Fernando Melo ganha mais com a opção de Calixto como seu companheiro de chapa do que todas as opções anteriores.
E, por quê?
Por uma razão muito simples: Calixto é independente, não está sujeito a pressões, tem experiência política e vai ocupar um lugar de destaque na campanha do PMDB, talvez até mesmo sendo um dos coordenadores, além de atuar na linha de frente da no programa eleitoral.
Aliado a isso, o PMDB pretende contar com uma dedicação especial do deputado federal Flaviano Melo, na campanha em Rio Branco, e do senador Sérgio Petecão, que não esconde de ninguém que vai rodar os bairros quantas vezes se fizeram necessárias. E sempre com Fernando Melo e Luiz Calixto a tiracolo. E isso não pode ser ignorado pelos mentores dos demais candidatos.
O efeito Calixto, portanto, é positivo também por outro aspecto: mexeu com a militância do PMDB, unindo-a, a tal ponto, que até o velho combatente Armando Dantas, não deixou de recolher a barriga, encher o peito e afirmar que está se sentido como se estivesse de volta ao movimento estudantil, nos velhos tempos da Viração.
E tudo se encerra amanhã, na convenção do PMDB, onde Melo e Calixto serão homologados candidatos. E recomeça no dia seguinte, quando ambos estão legalmente aptos a meter a cara na campanha.
E agora somente resta aguardar os desdobramentos.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Maravilhas da Filosofia
Henry Thomas
A SABEDORIA ORIENTAL
O primeiro filósofo do mundo
ACREDITA-SE geralmente que foram os gregos os _ primeiros filósofos (amantes da sabedoria) do mundo. Isso, porém, está muito longe de ser verdadeiro. Os egípcios começaram a sondar os mistérios da filosofia quasi 3.000 anos antes dos gregos. O primeiro grande filósofo, que a história menciona, foi o egípcio Ptah-hotep, que vi veu há uns 5.000 anos passados.
Ptah-hotep era Primeiro Ministro do Faraó. Quando se retirou da vida ativa, escreveu um "livro de sabedoria" para seu filho. E’ obra de um homem que viveu intensamente e que muito pensou. "A velhice está chegando — escreve êle no prefácio de seu livro — e quem é velho está engolfado num oceano de miséria. Os olhos estão enfraquecidos, os ouvidos moucos, as pernas frouxas e o coração entristecido… Mas o pensamento está cheio da sabedoria da experiência… Ouve com atenção, meu filho, as palavras de teu pai, para que sua experiência possa conduzir teus passos".
E depois Ptah-hotep prossegue "para encadear seu filho com um colar de sabedoria". Algumas das pérolas desse colar são dignas do próprio Salomão. "Não desprezes — adverte êle ao filho — aqueles que sabem menos do que tu. Porque não há limite para o saber. Há ocasiões em que até mesmo os ignorantes podem ensinar aos sábios. .. As palavras bondosas são mais raras do que esmeraldas, e um coração gentil é o mais precioso dos tesouros….. Se quiseres ser sábio, gera um filho. Se êle seguir
OS teus passos, não poupes teu louvor; se êle não seguir teus passos, não poupes a vara… Mas não uses a vara com cólera… Coisa para ser lembrada e querida é o caráter de um bom filho…"
"Ama tua mulher e não te juntes a outras mulheres… Fala quando tiveres alguma coisa suave a dizer; do contrário, guarda silêncio.. . Se quiseres governar os outros homens, aprende a obedecer e a cultivar a bondade.. . Em todas as ocasiões aprende a sabedoria do império sobre ti mesmo… Esse é o meio de ser feliz, esse é o caminho para o êxito".
Cinco mil anos se passaram desde o tempo em que o bom velho Ptah-hotep escreveu isso, mas o vinho de sua sabedoria conservou muito de sua côr e de sua fragrância até hoje. Podemos ainda bebê-lo e sentir-nos refrigerados.
O Tolstoi egípcio
NÃO muito depois de Ptah-hotep, viveu outro grande filósofo no Egito. Esse homem, porém, não foi um sereno observador da vida, mas um velho triste e desiludido. Para êle, a vida não era senão uma sucessão de reveses. "O homem, lamenta-se êle, nada mais aprendeu senão a opressão, a violência, a luta e a decadência". Como Tolstoi, acreditava que a melhor coisa para a raça humana seria desaparecer. "Pudesse a raça humana chegar a um fim, pudesse não haver mais nascimento, sofrimento e morte, e todo o mal se apagaria para sempre da face da terra".
Como os filósofos pessimistas dos nossos dias, preferia a morte à vida. "A suave Morte está diante de mim, a Morte, o bálsamo que cura todos os males, o fragante caramanchel de rosas que nos defende do deslumbrante
sol da vida, o marinheiro amigo que nos conduz à enseada da paz. A suave Morte está diante de mim, a Morte, a flor de loto que faz com que esqueçamos nossos pesares, o rio dentro de cujas águas lavamos nossas tristezas, o sossegado ono depois da febril batalha da vida. Salve, ó Morte! Fui um escravo na prisão da vida. Liberta-me de minhas cadeias e leva-me para casa, ó calma e aliviadora morte". Os egípcios, como vedes, tinham não somente seus Salomões, mas seus Schopenhauers e seus Tolstois. Mesmo na infância, a raça humana parece já estar algum tan to desiludida da vida. Não obstante, a vida, a despeito dos cépticos e dos pessimistas que tem falado mal dela, durante 5.000 anos, consegue, seja como fôr, prosseguir na sua marcha.
A SABEDORIA ORIENTAL
O primeiro filósofo do mundo
ACREDITA-SE geralmente que foram os gregos os _ primeiros filósofos (amantes da sabedoria) do mundo. Isso, porém, está muito longe de ser verdadeiro. Os egípcios começaram a sondar os mistérios da filosofia quasi 3.000 anos antes dos gregos. O primeiro grande filósofo, que a história menciona, foi o egípcio Ptah-hotep, que vi veu há uns 5.000 anos passados.
Ptah-hotep era Primeiro Ministro do Faraó. Quando se retirou da vida ativa, escreveu um "livro de sabedoria" para seu filho. E’ obra de um homem que viveu intensamente e que muito pensou. "A velhice está chegando — escreve êle no prefácio de seu livro — e quem é velho está engolfado num oceano de miséria. Os olhos estão enfraquecidos, os ouvidos moucos, as pernas frouxas e o coração entristecido… Mas o pensamento está cheio da sabedoria da experiência… Ouve com atenção, meu filho, as palavras de teu pai, para que sua experiência possa conduzir teus passos".
E depois Ptah-hotep prossegue "para encadear seu filho com um colar de sabedoria". Algumas das pérolas desse colar são dignas do próprio Salomão. "Não desprezes — adverte êle ao filho — aqueles que sabem menos do que tu. Porque não há limite para o saber. Há ocasiões em que até mesmo os ignorantes podem ensinar aos sábios. .. As palavras bondosas são mais raras do que esmeraldas, e um coração gentil é o mais precioso dos tesouros….. Se quiseres ser sábio, gera um filho. Se êle seguir
OS teus passos, não poupes teu louvor; se êle não seguir teus passos, não poupes a vara… Mas não uses a vara com cólera… Coisa para ser lembrada e querida é o caráter de um bom filho…"
"Ama tua mulher e não te juntes a outras mulheres… Fala quando tiveres alguma coisa suave a dizer; do contrário, guarda silêncio.. . Se quiseres governar os outros homens, aprende a obedecer e a cultivar a bondade.. . Em todas as ocasiões aprende a sabedoria do império sobre ti mesmo… Esse é o meio de ser feliz, esse é o caminho para o êxito".
Cinco mil anos se passaram desde o tempo em que o bom velho Ptah-hotep escreveu isso, mas o vinho de sua sabedoria conservou muito de sua côr e de sua fragrância até hoje. Podemos ainda bebê-lo e sentir-nos refrigerados.
O Tolstoi egípcio
NÃO muito depois de Ptah-hotep, viveu outro grande filósofo no Egito. Esse homem, porém, não foi um sereno observador da vida, mas um velho triste e desiludido. Para êle, a vida não era senão uma sucessão de reveses. "O homem, lamenta-se êle, nada mais aprendeu senão a opressão, a violência, a luta e a decadência". Como Tolstoi, acreditava que a melhor coisa para a raça humana seria desaparecer. "Pudesse a raça humana chegar a um fim, pudesse não haver mais nascimento, sofrimento e morte, e todo o mal se apagaria para sempre da face da terra".
Como os filósofos pessimistas dos nossos dias, preferia a morte à vida. "A suave Morte está diante de mim, a Morte, o bálsamo que cura todos os males, o fragante caramanchel de rosas que nos defende do deslumbrante
sol da vida, o marinheiro amigo que nos conduz à enseada da paz. A suave Morte está diante de mim, a Morte, a flor de loto que faz com que esqueçamos nossos pesares, o rio dentro de cujas águas lavamos nossas tristezas, o sossegado ono depois da febril batalha da vida. Salve, ó Morte! Fui um escravo na prisão da vida. Liberta-me de minhas cadeias e leva-me para casa, ó calma e aliviadora morte". Os egípcios, como vedes, tinham não somente seus Salomões, mas seus Schopenhauers e seus Tolstois. Mesmo na infância, a raça humana parece já estar algum tan to desiludida da vida. Não obstante, a vida, a despeito dos cépticos e dos pessimistas que tem falado mal dela, durante 5.000 anos, consegue, seja como fôr, prosseguir na sua marcha.
domingo, 2 de outubro de 2011
EU E ELA NO FACEBOOK
“Eu nada construo a meu
redor, pois sou um ser de estirpe orgulhosamente profana. Qual um Zaratustra
moderno, eu carrego cadáveres às costas, mas poucos são os que conseguem
acompanhar a minha caminhada, sempre sob a mais absoluta diretriz dos
instintos”. (EU)
***
- Boa madrugada, amiga...
- Oi, amigo, tá sem sono?
- Sou um notívago, fico cá com meus botões tentando voar para
qualquer lugar onde a voz do homem seja fraca.
- Huumm...
- Dois...
- Hehehe...
- E você, ainda feliz...
- Sempre, para que ficar triste, né...
- Tristeza não vale a pena.
- Não vale não, amigo, dá dor de cabeça... E eu não gosto de
tê-la.
- Eu gosto muito de escrever sobre a emoção humana, é algo
fascinante, principalmente depois de compreender que usamos no máximo dez por
cento de nossa cabeça animal, como dizia Raul Seixas. Decididamente, julgo o
homem como um animal emocional.
- O homem é o ser mais vulnerável que existe, justamente por
esse motivo.
- Exato, e esse potencial de vulnerabilidade é tão grande que
dar medo, as pessoas pensam pelo coração... O meu coração, coitado, só funciona
45%.
- Somos emocionais e irracionais... 45% já tá de bom
tamanho...
- Amo e odeio pela metade, sempre digo isso agora, depois das
safenas.
- Eu, se fosse você, apenas odiava... Amar faz mal para o
coração...
- Odeio em maior tamanho.
- Ótimo, assim iremos conversar por mais tempo.
- Somente amo a medida de 15%. Ninguém gostaria de tão pouco
amor, acho que não...
- Muito bom, e de acordo com o que você disse, na verdade,
então, são apenas 7,5%... Se for verdadeiro, está de bom tamanho!
- Com o desconto dos dias de lundum fechamos entre 3% e 4%.
- Huumm...
- Mas bem intenso.
- Bem, levando-se em consideração que poderia ser bem pior,
está pra lá de bom.
- E, na verdade, nenhuma mulher suportaria amor acima de 10%,
é uma bomba que explode a alma.
- Rsrsrs... Na verdade, amigo, mulher é um bicho meio
esquisito...
- Mas é um bicho bom, amiga. Se eu tivesse que amá-la,
começaria com 1%.
- Digamos que não sou muito chegada, mas elas são legais.
- Trazem segredos no corpo, cheiros extraordinários.
- Principalmente depois da maternidade...
- Mulher vale a pena até depois de ser vovó. O certo é que
homem e mulher nunca vão se entender, e, se um dia se entender vão acabar com a
graça.
- Dizem, pelo menos, que um homem só se tornaria amigo de uma
mulher, se a achasse completamente desinteressante.
- Tempo bom era na idade da caverna, a gente dava uma
porretada na cabeça dela, botava no ombro e levava pra casa.
- Verdade... Não se fazem mais homens como antigamente...
- Hoje temos que mandar flores, levar para jantar, fazer um
poema, presentear com chocolates e dar beijos doces, para somente depois disso...
- Não é por nada não... Mas fora os beijos, todo o resto é
dispensável...
- Concordo, mas sempre me traio. Gosto de um pouco de
romantismo...
- Não existe hipocrisia no coito... Ou é, ou não é! Contato!
- Mas depois do contato, tem que ter a prosa gostosa, os
beliscões, as brincadeiras, as piadas...
- Antes também.
- Sempre.
- Para mim, a inteligência é mais atraente do que as outras
manifestações de afeto.
- Pelo menos nisso concordamos.
- Flores... Gosto delas no jardim...
- Tempos atrás, tinha uma campanha ecológica: em mulher não
se bate nem com uma flor. Estraga a flor... Quem disse que os machistas não tem senso de
humor...
- Realmente! São pródigos.
- Machistas e feministas. Duas bostas.
- No duro! Uma vez eu me vi num antro feminista discutindo
relacionamentos... Quase me crucificaram quando disse que adorava servir a quem
amo...
- Devia dar a elas o poema da Cecília Meireles, quando ela
diz que adora preparar o peixe que o marido pescou...
- Simplesmente disse o que eu penso.
- isso é o que importa.
- Eu gosto e não vejo nada de errado ou pecaminoso nisso, e
não vou dizer nada para agradar ninguém.
- Eu gosto de ser servido, tento compensar com amor e
proteção.
- Pronto! Então você é homem!
- Ainda creio nessa porra de amor, não sei por que. Mas, sem
isso tudo seria pior ainda do que é.
- Mas quem é que não crê? Apenas faz como São Tomé...
- Acho que é isso que faz a joça desse mundo se mover!
- É, mas essa joça está deveras emporcalhada do que não presta
e isso acaba estragando tudo!
- Você parece que está mais pessimista do que eu...
- Huumm... Só um pouquinho... Sabe... Eu odeio o mundo
atual... Aliás, eu odeio o mundo que não consigo entender.
- É que pessoas inteligentes não conseguem dar uma de
avestruz, então, o ódio é natural... Mas é bom não perder esta capacidade de
odiar.
- Pense bem: o homem se diz o único animal racional,
inteligente e capaz de grandes realizações, sob a face do planeta... Por que
faz tanto mal?
- Tudo isso começou quando ele inventou Deus...
- É... As religiões são o maior mal da humanidade!
- Eles acabaram com a nossa inocência instintual, e colocaram
o bem como valor universal.
- O bem e o mal são uma questão de referencial...
- Por isso me tornei nietzschiano. Estou acima do bem e do
mal, vivo conforme meus próprios valores. Nunca corri atrás de sinecuras,
status social, quero ser o que sou...
- Concordo e pratico!
- E não me acho um mal sujeito... Até sou capaz de atos de
ternuras...
- Sentimentos.
- É tão bom conversar contigo, amiga...
- Gosto de conversar também contigo.
- Isso é bom.
- Mas me acham meio biruta...
- Mais do que eu, não...
- Às vezes sou esquisita.
- Mais do que eu, não...
- Por não acreditar em paradigmas... Por ser muito realizada.
- Triste de quem precisa de um referencial, mas o legal nisso
tudo é que, com sua realização, você deu uma chega pra lá neles, isso é demais!
Legal!
- Pratico o que acredito... E quando cismo... Nem por tortura
mudo, sou um bocado cabeça dura...
- Isso é princípio.
- Sei lá o que é... Mas sou assim.
- Não mude, doa a quem doer, não mude.
- Eu adoro ser útil, mas odeio ser usada, já tô bem crescidinha
para mudar... Só o Alzheimer me preocupa...
- Ser útil nos realiza e ser usado nos aterroriza.
- É vero!
- Esse alemão tá acabando com a vida de muita gente!
- Esse aí é o meu maior terror! Tenho um medo danado dele! Queria
morrer assim: vapt-vupt! E logo!
- Eu queria morrer fazendo amor, nada de viver muito...
- Huumm... Boa ideia!
- Quero viver bem até os 65 anos, faltam, pois, apenas 13.
- Eu pretendo sair de cena um pouco antes... Fazer como os
elefantes...
- Se afastar e deitar... Podíamos fazer um trato...
- Afastar-se e simplesmente morrer... O homem move-se na vida
e na história pelo instinto, pela vontade, e por que não morrer da mesma forma?
- isso sim é puro Nietzsche.
- Sei disso...
- Os tolos não pensam assim, somente os grandes espíritos.
- Bem... Seja lá o que for eu quero ser como os elefantes...
- Eu serei também um elefante, tu serás uma aliá... Afastemos-nos, pois, desta hipocrisia...
- Minha amiga disse que estou sofrendo de um processo
oxidativo cerebral efeito H2O2...
- Se for contagioso quero encostar, ô se quero, em você.
- Hehehe... Ai você vai ficar loiro!
- Mas não burro!
- kkkkkkkkkkk, ah, isso não!
- Acho que vou correr o risco.
- Estou mais loira do que sempre... Será que ela pode estar certa?
- Nunca confie em um diagnóstico, principalmente se ela for
médica...
- Rsrsrs... E ela é! Ela é!
- Então, não tem com o que se preocupar...
- Pronto! Não acreditarei mais na possibilidade dela ter
razão!
- Isso! Isso! Agora vamos viver o tempo que nos será
permitido!
- Continuarei a me guiar pelos ditames da minha consciencia! Serei
apenas eu, e pensarei apenas no que me venha à cabeça... Ora, por que não?
- Esse é o segredo de
ser feliz...
- Vamos nos tornar elefantes!
- Juntos!
- Eu sou feliz por isso!
- E eu sou feliz por você!
- Bem, esse pacto é dependente...
- De que...
- De irreverência ambígua...
- Acho que isso não nos faltará, será o combustível.
- De não aceitação das prioridades como definitivamente
nossas.
- Sem privilégios.
- Poderemos ser grandes amigos elefantes!
- Com inevitáveis trombadas! Pelo menos três trombadas por semana!
- kkkkkkkk... Amigos não podem ter atrativos para serem,
definitivamente, amigos.
- Os atrativos são preciosos.
- E creio que de outra forma, haverão protestos...
- Se não houver protesto, não valera a pena, mas sem privilégios.
- Sem pecar...
- Sem pecar não vale a pena, mas sem privilégios.
- Exato... Quem quiser que nos siga!
- Batido o martelo! Que marchem os elefantes!
- À luta!
- Em um fremente corpo a corpo!
- Ó, céus, e onde ficará a atraente imparcialidade?
- Juntos aos pastores pedindo dinheiro para os cordeiros de
Deus. Nós suaremos, choraremos, amaremos, odiaremos, venceremos, ficaremos
extasiados como dois elefantes, longe da floresta.
- E bem distante deles?
- Muito distante, muito distante, pois, eles fedem a
distancia.
- Ótimo, que os sigam os impuros!
- E todos os desprovidos de amor! E os maculados pela
ignominia! E os fechados para a arte e para vida!
- Eles! Eles!
- Sim, eles! Urge o nosso primeiro combate!
- Estaremos unidos numa fluidez constante.
- E o mais gostoso de tudo: continuaremos mortais! E no fim de
tudo serás feliz!
- E pode existir apreço?
- Sem apreço não vale a pena, mas sem privilégios.
- E o privilégio de estar só?
- Sem negociação...
- Huumm... Isso está me parecendo uma determinação...
- Assim não podemos morrer juntos, como os elefantes. Além do
mais, estar só não é um privilegio, é uma necessidade.
- Valho-me dessa necessidade...
- Eu também. Por isso, cá estamos nós.
- Quero, em vida ser intensa, mas serena por fim...
- Serena, por fim, por mim, por ti, por que não desabrochas
aliá inquieta e translúcida...
- Espero pela hora...
- Não me deixa esperar muito a muda vingar... Faz chuva de vez em
quando, dá para vingar na terra seca, até no coração mais árido...
- Na aridez desabrocha o cacto... Ele tem espinhos...
- inevitável o machucamento, mas, é no cacto que durante a
seca o gado se vale para comer e beber.
- Espinhoso, mas úmido... Sua polpa farta os desvalidos... Sei
que não pertences a esse grupo...
- Este cacto pode ser quentinho, polpudo, cheiroso e molhado,
mas não se preocupe, a mim não faltarão metáforas e paciência...
- E desapego...
- Para desapegar é preciso primeiro pegar, mas, ainda assim,
não se preocupe... Já passou o tempo de se desesperar... O tempo é de ser
livre, amar livremente.
- Passei o tempo de muita coisa...
- Mas jamais passará o tempo de morrer como os elefantes.
- Claro que não... Esse está bem perto, eu estabeleci um
tempo...
- Então, está perto o tempo definitivo, o nosso tempo, que
assim seja! Avoé Baco! Que o vinho nos guia nesta jornada.
- Nesse pouco tempo que me resta, só farei o que quero...
- Que assim seja, mas o que mais queres, por fim...
- Nem eu sei... Depende do dia e da hora, e das
particularidades do clima... Sei lá... Não há nada de exato ou definitivo, na
verdade, eu queria estar em outro mundo... Onde não houvesse a mentira, a
maldade, a ambição, ah...
- Muitas dúvidas, numa delas a meteorologia pode ajudar, mas
lamento informar que não existe este mundo que desejarias estar, apenas anseio
que o acaso te premie com a alegria dos bons momentos com os raros espíritos...
- Pensamentos hedonistas me invadem... Ora bolas!
- Eles fazem bem, coloque-os em pratica também, é um
direito...
- Estou colocando, sabe, mas eu tenho medo do vazio, não de
estar só.
- Nesse caso, por que não me tirar para dançar...
- Huumm... Boa ideia. Adoro dançar!
- Então, é assim, que começaremos. Como um Zaratustra numa
dança. O resto virá por si!
- Huumm... Falta você me entregar o seu livro...
- O baile é uma boa oportunidade, vou dormir como um gato
borralheiro, e sonhar que perdi os sapatos nesta festa...
- Huumm... Certo. E eu guardarei seu sapatinho de cristal
para a próxima oportunidade! Decida-se!
- Já decidi. E todos os meus desejos já foram insinuados. Boa
noite!
- Boa noite!
***
"Eu traço círculos
e fronteiras sagradas em torno de mim; sempre mais raros são os que comigo
sobem montanhas sempre mais altas – eu construo um maciço de montanhas sempre
mais sagradas". (ELA)
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